domingo, 23 de setembro de 2012

DECÁLOGO DO PROFESSOR


Como todo ofício, a docência requer cuidados e habilidades específicas. Logo, para que a aula transcorra com sucesso e tranquilidade, indicamos um decálogo pedagógico, com 10 instruções básicas. Siga essas instruções e colha os frutos de seu trabalho!

1- Contextualize suas aulas.
Traga as lições para o contexto de seus alunos, faça com que cada tema seja abordado de modo significativo, real e prático.

2- Pesquise o tema de sua lição em outros meios.
Faça uso de jornais, revistas diversas, artigos, livros de pesquisa, Internet, etc. Isso dará subsídios para que suas aulas não sejam cansativas ou superficiais.

3- Trabalhe as potencialidades de seus alunos.
Procure explorar o que cada aluno tem de melhor e utilizar isso para o progresso do trabalho educativo. Todos os alunos têm algo de interessante e especial a oferecer.

4- Dinamize suas aulas.
Aulas monótonas e rotineiras só atrapalham a aprendizagem. Ative suas aulas com procedimentos diferentes. Mude o lugar da aula, cante novas canções, estabeleça dinâmicas de grupo e tudo mais que trouxer renovação e mobilização para a turma.

5- Envolva seus alunos.
Não há como o aluno aprender se ele não estiver envolvido com o que será estudado. Mostre para sua classe que os temas abordados têm real importância e valia. Valorize cada tópico e relacione-os com os interesses de sua classe (que é claro, podem ser diferentes dos seus).

6- Estabeleça laços afetivos com sua classe.
É impossível ter um trabalho bem-sucedido se você e seus alunos não tiverem bons laços afetivos. Sentimentos como solidariedade, compreensão e carinho devem ser plantados e cultivados, caso contrário, todo o esforço de seu trabalho será desperdiçado.

7- Trabalhe com a dinâmica de projetos educativos.
Trabalhar com projetos sugere que você proporcione aos alunos a oportunidade de aplicarem na vida prática o que foi aprendido em sala de aula. Permita que a turma eleja um dos assuntos enfocados e, a partir dele, desenvolvam projetos e linhas de ação. Isso fixará o aprendizado e proporcionará grandes chances de novos e consistentes saberes.

8- Tenha autoridade técnica, moral e profissional.
Ter autoridade técnica significa saber dar aulas, utilizar as técnicas corretas e os procedimentos que facilitem a aplicação da aula. Ter autoridade moral significa lidar bem com os alunos, ter um bom relacionamento. Ter autoridade profissional significa dominar os conteúdos que serão aplicados.

9- Opte por uma liderança democrática.
Você, como o líder da classe, tem por obrigação conduzi-la de modo democrático, sem autocracia ou dogmatismos. Esta postura trará resultados positivos e benéficos.

10- Não se ache o detentor do saber.
Um dos grandes erros do professor é crer que sabe de tudo, e que só ele tem razão. O professor também aprende com os alunos e é justamente essa troca que propicia o aprendizado.

HOMENAGEM AO DIA DO PROFESSOR


Com a aproximação do dia do Professor, 15 de outubro, tomei a liberdade de escrever este texto a todos os pais que ainda acreditam na importância do professor na vida de seus filhos. Pais, como mãe e educadora tenho percebido que a escola tem perdido sua função específica no ato de ensinar, passou a atender e a ser responsável sobre diferentes problemas sociais, que consequentemente têm afastado cada vez mais a escola da sua tarefa de transmitir o conhecimento científico construído pela humanidade.
Não quero aqui dizer que a escola não tenha compromisso com a comunidade que faz parte, mas sim, alertar que este compromisso não cabe somente à escola e muito menos dizer que a este cabe somente a vocês pais. Sei que para a superação dos problemas sociais há necessidade da existência de uma política educacional, social e econômica que defenda e garanta os direitos e deveres constitucionais.
Porém, também sei que não podemos ficar inertes. Conformados diante das mazelas, provocadas pelo neoliberalismo, que toma o professor como o único responsável pelos problemas que atingem a sala de aula. Pois, acreditar que individualmente o professor possa resolver as situações de injustiças, violências e outros que atingem o contexto escolar, ou para não dizer a nossa sociedade, é ter uma visão reducionista desta problemática.
Temos assistido na mídia a apresentação de diferentes fatos que ocorrem no contexto escola, porém nenhum apresenta uma fundamentação científica e muito menos uma resposta que resolva os problemas existentes, apenas fazem sensacionalismo, alienando a plateia que assiste e divulga como uma verdade.
Recentemente em um programa novelístico, aparece um rapaz que denigre e desrespeita o papel do professor, onde os pais acham “bonito” e respaldam sua atuações. Aguardamos ansiosos que desfecho seria tomado, e por não dizer curiosos e torcedores que o aluno se desse “mal” com a situação, porém, nada aconteceu, deixando claro no encerramento que os pais estavam sim preocupados com um evento “socialite” ao qual iriam participar.
          O que me pergunto e faço a vocês também: Quantos pais têm esta postura? Quantos pais apoiam e defendem seus filhos, sem se preocupar que estes estão desrespeitando o outro?
Outro fato recentemente focado pela mídia foi o uso do celular em sala de aula, também sem nenhuma fundamentação científica, apenas manteve o sensacionalismo e informações poucas precisas. O que mais chamou a atenção, foi o descontrole de uma mãe, que não se conformava que a filha não atendesse o celular na hora da aula. Isto mostra nitidamente que não existe respeito pelo espaço escolar e muito menos da importância do seu filho se apropriar do conhecimento.
Fica aqui a pergunta: Será que o celular é tão importante assim para apropriar-se do conhecimento? Pois foi a conclusão que a mídia deixou transparecer. Lógico que não nego que este possa ser uma ferramenta a ser utilizada na sala de aula, porém também sei que não é única.
Será que a escola deve simplesmente atender a demanda de um modismo? Isto é conhecimento? Ou simplesmente é um artefato de consumo?
Estes são alguns pontos que a mídia tem apresentado, mas existem outros. Você já assistiu a propaganda onde o MEC (Ministério da Educação) tem procurado valorizar a profissão do professor? Num primeiro momento pensei: Que legal o Governo Federal valorizando o Professor! Porém, pesquisas revelam que a profissão Professor está em extinção. E você sabe por quê? Um dos motivos que têm levado as pessoas a não procurar esta profissão é a dificuldade de atender todos os problemas sociais que acercam a escola, e outro fator que não deixa de ser importante são os baixos salários oferecidos.
Outro ponto que gostaria de chamar a atenção é sobre o uso da internet, faço questão aqui de dizer que sou fã da internet, porém, quero alertar sobre o mau uso que os alunos têm feito sobre ela. Estes vão a internet pesquisar, eles chamam de pesquisa o famoso “ctrl + c” e “ctrt + v”, ou seja, copiar e colar. Talvez, vocês questionem, mas o professor não percebe? Com certeza ele percebe. Mas quero perguntar se o professor atribuir “zero” no “trabalho” entregue, qual será sua reação?
Pais, o ato educativo escolar, não é fácil, exige silêncio, concentração, compromisso, responsabilidade, memorização (só para lembrar memorizar não é decorar), disciplina e outros. E ter estas atitudes não é fácil, precisa determinação e principalmente querer aprender. Bem lembrado “querer aprender”, esta é uma das dificuldades que os professores encontram na sala, que seu aluno queira aprender. Você já tentou ensinar alguém que não queira aprender?
Não vou aqui entrar em outros detalhes que permeiam o contexto escolar, como: violência verbal e física; falta de respeito com os colegas e professores; preconceitos; discriminação social; alunos com dificuldades de aprendizagem... e assim vai inúmeros problemas que acontecem na escola.
Você acredita que estes problemas são apenas da escola? É possível o Professor na sua individualidade resolver esses problemas? Quem educa?
Pais, não podemos continuar alienados, acreditando que o professor sozinho possa resolver os problemas sociais. E muito menos acreditando que o professor possa garantir uma escola de qualidade com estes problemas sociais existentes no contexto escolar.
Neste texto o intuito foi relatar alguns fatos que têm ocorrido, porém para você conhecer mais e ajudar na superação dos problemas existentes, convido vocês pais a participarem da escola.
Na internet tem um site: Escola de Pais do Centro de Filosofia: Educação para o pensar que também oferece aos pais recursos para o diálogo e entendimento do papel dos pais na escola.
A melhor homenagem que um professor pode receber é ter pais comprometidos e engajados na valorização do trabalho do Professor no ato de ensinar.
Autor Desconhecido
Caso saiba o autor, favor deixar um comentário.
Assim, deixamos registrado os devidos creditos

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

EDUCAÇÃO RESPONSÁVEL

                                                            Darwin Santiago Amaral

Educar crianças é tarefa agravada pelo afrouxamento dos laços familiares pela busca do prazer a todo custo e pela precariedade afetiva que avassala todas as classes sociais. O vocábulo criança relaciona-se com a cria. A criança tem potencial da renovação, mas, para a realidade, precisa ser educada. Educar é desafio numa época que dispensa o uso intensivo de mão-de-obra pouco instruída. Os pais que amam os seus filhos favorecem o ensino exigindo deles comportamento adequados, pois moços educados tem melhor desempenho ao longo do ano letivo. O fato de milhões de adolescentes alcançarem a última série do ensino fundamental sem saber ler deveria indignar; turmas inteiras, recorrentemente, descumprem suas obrigações. Pais precisam exigir dos filhos atitudes produtivas, pois, se assim não fizerem, nenhum programa escolar resultará satisfatório. O que vem estigmatizando a escola pública é resultado da tolerância dos pais com os filhos que negligenciam o estudo sistemático. Transferir para os docentes as prerrogativas da educação de berço é o caminho mais curto para o fracasso. Escola não é creche, clube ou rua de lazer. Estudar requer dedicação. Posturas éticas. Aqueles que sequestram ou matam namoradas, que depredam escolas, que riscam carros dos professores e que batem nos pais e avós tem baixa tolerância à frustração e precisam de ajuda especializada. A violência escolar está conectada com vários fatores macropolíticos e péssimos exemplos na família, na mídia e entre os líderes políticos religiosos e esportistas. Exigir melhor qualificação dos professores sem correspondente remuneração e segurança e converter a escola num depósito de gente resistente às exigências culturais inerentes aos estudos intensifica equívocos. Educar não é confeccionar boletins com notas. Os pais precisam mais com os exemplos do que com as mochilas, celulares e tênia de seus filhos. Educação responsável é aquela que responde. Sem uma revisão do recrutamento dos docentes, por meio de concursos confiáveis: sem uma abordagem sofisticada dos processos de seleção de diretores escolares; sem salários condizentes; sem uma reflexão filosófica acerca da educação, numa época midiática; e sem responsabilidade das famílias, nada será conquistado, porque, sem compromisso, iniciativa alguma é possível.
O Brasil precisa de uma política de estado para a educação de um ministro visceralmente envolvido com a questão: também prefeitos que tenham coragem e satisfação de inaugurar bibliotecas. Com a explosão da produção científica em todos os ramos do saber, a infância está, mais uma vez, em acelerado processo de reinvenção histórica: sexualmente ativa, se reproduz precocemente. O alongamento da juventude é só um dos intrigados aspectos do problema. Professor não substitui pai nem mãe e não existe sucesso de graça. Os pais sabem disso porque, também, são mestres.
                                                                                          Darwin Santiago Amaral é professor de História

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A ANÃ PRÉ-FABRICADA E SEU PAI, O AMBICIOSO MARRETADOR


A ANÃ PRÉ-FABRICADA E SEU PAI, O AMBICIOSO MARRETADOR

                                                                                            Ignácio de Loyola Brandão

                          Era uma vez uma anã pré-fabricada. Tinha cinqüenta centímetros de
            altura. Os pais eram pessoas normais. A anã era anã porque desde
            pequena o pai batia com a marreta na cabeça dela. Ele batia e dizia:
            “Diminua, filhinha”. O sonho do pai era ter uma filha que
            trabalhasse no circo. E se ele conseguisse uma anã, o circo
            aceitaria.

                         Assim, a menina não cresceu. Tinha as pernas tortas, a cabeça plana
            como mesa, os olhos esbugalhados. Um globo, com as marretadas,
            chegara a sair. E deste modo o olho andava dependurado pelos nervos.
            Com o olho caído, a menina enxergava o chão – e enxergava bem. Por
            isso, nunca deu topadas.
            A menina diminuiu, entrou para a escola, se diplomou. E o pai
            esperando que o circo viesse para a cidade. A anã teve poucos
            namorados em sua vida. Os moços da cidade não gostavam de sua cabeça
            plana como mesa. Um dos namorados foi um mudo; o outro, um cego.
            
                         Com o passar do tempo, o pai ia ensinando à filha anã os truques do
            circo: andar na corda bamba, atirar facas, equilibrar pratos na
            ponta de varas, equilibrar bolas, andar sobre roletes, fazer
            exercícios na barra, pular através de um arco de fogo, cair ao chão
            (fazendo graça) sem se machucar, ficar de pé no dorso de cavalos.
            
                          De vez em quando, o pai emprestava a filha ao padre, por causa da
            quermesse. Ela substituía o coelho nos jogos de sorteio. Havia uma
            porção de casinhas dispostas em círculo. Cada casinha tinha um
            número. A um sinal do quermesseiro, a menina corria e entrava na
            casinha. Quem tivesse aquele número ganhava a prenda. A anã não
            gostava de quermesse porque se cansava muito e também porque no dia
            seguinte ficava triste, com o pessoal que tinha perdido. Eles a
            seguiam pela rua, gritando: “Aí, baixinha..., por que não entrou no
            meu número?”
            
                         Um dia, o circo chegou à cidade, com lona colorida, um elefante
            inteirinho rosa, uma onça pintada, palhaços, cartazes e uma
            trapezista gorda que vivia caindo na rede. O pai mandou fazer para a
            anã um vestido de cetim vermelho, com cinto verde. Comprou um sapato
            preto e meias três-quartos. Levou a filha ao circo. Ela mostrou tudo
            que sabia, mas o diretor disse que faziam aquilo: andavam no arame,
            na corda bamba, equilibravam coisas, pulavam através de arcos de
            fogo, andavam no dorso de cavalos. Só havia uma vaga, mas esta ele
            não queria dar para a menina, porque estava achando a anã muito
            bonitinha. Mas o pai insistiu e a anã também. Ela estava cansada da
            vida da cidadezinha, onde o povo só via televisão o tempo inteiro.
            
                        E o dono do circo disse que o lugar era dela: a anã seria comida
            pelo leão, porque andava uma falta de carne tremenda. E, assim, no
            dia seguinte, às seis horas, a menina tomou banho, passou perfume
            Royal Briar, jantou, colocou seu vestido vermelho, de cinto verde,
            uma rosa na cabeça e partiu contente para o emprego.
                        

OS DEZ MANDAMENTOS DO PAI ESTUDANTE

1- VER A ESCOLA COMO ALIADA E NÃO COMO OPONENTE NA EDUCAÇÃO DE SEU FILHO.

2- APOIE A ESCOLA NAS DECISÕES EM QUE ELA TOMAR COM RELAÇÃO AO SEU FILHO; NÃO CRITIQUE SEM ANTES CONSULTÁ-LA.

3- AS TAREFAS, AS PESQUISAS OU ESTUDOS ESCOLARES IMPORTANTES PARA O DESENVOLVIMENTO DE SEU FILHO;POR ISSO EXIJA QUE ELE CUMPRA SUAS OBRIGAÇÕES.

4- SUPERVISIONAR O TRABALHO E O ESTUDO DO SEU FILHO, MAS NÃO FAZER AS TAREFAS POR ELE, APENAS O ORIENTE E ESCLAREÇA SUAS DÚVIDAS.

5- LEVE SEU FILHO A REFLETIR QUE OS RESULTADOS POSITIVOS NA ESCOLA SÃO FRUTOS DE MUITO ESFORÇO, PERSISTÊNCIA E DEDICAÇÃO POR PARTE DELE.

6- INCENTIVE SEU FILHO COM PALAVRAS E GESTOS DE AMOR, ESTÍMULO E COMPREENSÃO. NÃO EXIJA MAIS DO QUE ELE POSSA DAR, NEM MENOS DE QUE A CAPACIDADE DELE PERMITA.

7- PROVIDENCIE O NECESSÁRIO PARA QUE SEU FILHO SUPERE TODAS AS DIFICULDADES QUE POR VENTURA SURJAM EM SUA VIDA ESCOLAR.

8-NÃO FACILITE NEM PERMITA QUE SEU FILHO FALTE ÀS AULAS SEM MOTIVOS ABSOLUTAMENTE JUSTO.

9- SIGA E FAÇA SEU FILHO CUMPRIR AS NORMAS ESCOLARES. NÃO EXIJA DA ESCOLA REGRAS ESPECIAIS PARA ELE.

10-NÃO PRESSIONE NEM AMEACE A ESCOLA QUANDO ALGO INESPERADO ACONTECER, ANTES, TOME CONHECIMENTO DO FATO, PORQUE UMA BOA ESCOLA É A MELHOR ALIADA DA FAMÍLIA NA FORMAÇÃO DE CIDADÃOS HONESTOS, PRODUTIVOS E BEM-SUCEDIDOS.

SEJA COMPANHEIRO DA ESCOLA NO PROCESSO EDUCATIVO DE SEU FILHO.

SE VOCÊ JÁ CUMPRE ESSES MANDAMENTOS, 
                                                                                      PARABÉNS!!!
                                            ( Retirado do livro Escola: Parceria com os pais de Tânia Zagury )


domingo, 16 de setembro de 2012

FRASES DE PAULO FREIRE

FRASES DE PAULO FREIRE

Só, na verdade, quem pensa certo, mesmo que, às vezes, pense errado, é quem pode ensinar a pensar certo. Paulo Freire


Onde quer que haja mulheres e homens,há sempre o que fazer, há sempre o que ensinar, há sempre o que aprender .                                                                                    Paulo Freire

Me movo como educador, porque,primeiro, me movo como gente.
                                                                                                            Paulo Freire

Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes.
                                                                                                       Paulo Freire
Não há vida sem correção, sem retificação.Paulo Freire

Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.                                                                                  Paulo Freire

Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão.                                           Paulo Freire
    Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso, eu amo as gentes e amo o mundo. E é porque amo as pessoas e amo o mundo, que eu brigo para que a justiça social se implante antes da caridade.Paulo Freire
A Educação qualquer que seja ela, é sempre uma teoria do conhecimento posta em prática.   Paulo Freire
Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo.                                                                          Paulo Freire



Educar é impregnar de sentido o que fazemos a cada instante!
                                                                         Paulo Freire

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

22ª Bienal Internacional do livro de São Paulo

Foram apenas 11 dias, de 09 à 19 de agosto de 2012 e aconteceu em São Paulo a 22ª Bienal Internacional de São Paulo no Anhembi, organizada pela Câmara Brasileira do Livro -CBL. É a terceira maior feira de livros do mundo, ficando atrás apenas de Frankfurt, na Alemanha, e a da de Chicago, nos Estados Unidos, a Bienal é um marco cultural de extrema importância em nosso país e muito aguardada por grande parte dos visitantes. É o termômetro do mercado livreiro, com certeza e a cada ano vem ganhando força ao longo deese 22 anos e mostra com muito otimismo que apesar do alto índice do analfabetismo no Brasil, a indústria de livros está crescendo cada vez mais e se expandindo assustadoramente.Posso dizer que foi uma experiência única para mim que fui à São Paulo muito rapidamente devido há muitos compromissos naquela cidade tão fantástica e tão cheia de vida! Guardo meu ingresso como uma relíquia e prêmio. Pude constatar que a leitura faz parte do cotidiano dos paulistanos, paulistas e muitos outros visitantes.Foi um evento inesquecível, não só porque fui à São Paulo como pude adquirir exemplares de livros muito interessantes. Houve espaço para todos: alunos, profissionais de vários setores educacionais, professores em geral, autores e muitos visitantes estrangeiros.No atual milênio em que nos encontramos presenciei a corrida que as pessoas faziam para obter seus exemplares sem precedentes em direção à informação, à ciência, aliada à tecnologia, permitindo um acesso rápido ao conhecimento. Apesar de vivermos no mundo da informática, as pessoas se informam através do livro, sabemos que os novos leitores será seduzido pela imagem e som cada vez mais, conectado ao texto, contando ou explicando, em animação assuntos diversos para o público emergente, que sem sombra de dúvida, contará com essa fantástica alternativa em sua educação.Os livros atuais estão modernizados e sofisticados - especialmente o livro infantil, como nas artes plásticas, saindo em tridimencional bem colorido,com figuras que deslocam e descolam das páginas em direção ao espaço e ao leitor, aí não há leitor que resiste a tamanha tentação e curiosidade. Nessa minha visita à Bienal, notei várias curiosidades: os livros cada vez mais se aprimoram e tentam alcançar seus leitores pelo aperfeiçoamento das artes plásticas com imagens e cores chamativas. Os seminários, debates e minicursos foram bastante concorridos principalmente por educadores demonstrando total interesse pelo evento programado.Há uma preocupação por parte dos grandes investidores nessa área em que o computador venha a destruir o livro, fato este acontecido com a tv, o cinema e, mais tarde o vídeo (caso comprovado a pirataria), por causa do seu alto preço, mas o que pude ver ali foi muitas oportunidades de se obter vários livros, pois os preços estavam muito atrativos pude realizar muitas compras.O livro é uma ferramenta que jamais deixará de fazer parte de nossa vida, ele é de suma importância, não só na educação como também em toda nossa vida cultural de uma sociedade.Um texto verbal instiga muito mais a imaginação do que a um texto de imagens não verbais.