Dona Angélica era professora. Residia em uma pequena cidade e dava aulas em uma vila próxima.Não era considerada uma pessoa equilibrada em razão do seu comportamento, que parecia um tanto esquisito. Os alunos da escola de primeiro grau tinham-na como uma pessoa muito estranha. Eles observavam que a professora nas suas viagens de ida e volta do lar à escola, fazia gestos e movimentos com as mãos, que não conseguiam entender e por esse motivo, pensavam que ela era meio fora do juízo. Pela janela do trem, dona Angélica fazia acenos como se estivesse dizendo adeus a alguém invisível aos olhos de todos.
As crianças faziam zombarias, criticavam-na, mas ela não sabia, pois os comentários eram feitos às escondidas. Todos, inclusive os pais e demais professores, achavam que ela era maluca, embora reconhecessesm que era excelente educadora. Os anos se passavam e a situação continuava a mesma. Várias gerações receberam da bondosa e dedicada professora ensinamentos valiosos e abençoados. Dona Angélica era uma pessoa de boas maneiras, calma e gentil, mas não muito bem compreendida. Envelhecida no exercício do dever de preparar as crianças para um futuro melhor, com espírito de abnegação e devotamento quase maternal.
Certo dia, em que viajava para sua querida escola, com diversas crianças na mesma classe do trem movimentava como sempre, as mãos para fora da janela. Os alunos sentados na parte de trás do trem sorriam maliciosamente quando Alberto, seu aluno de dez anos, sentou-se ao seu lado e com ternura lhe perguntou:
_Professora por que você insiste em continuar com essas atitudes loucas?
_Que deseja dizer filho? Interrogou surpresa a bondosa senhora.
_Ora, professora - continuou ele, você fica abanando a mão para os animais ou...isso não é loucura?
A mestra amiga compreendeu e sorriu, sinceramente emocionada chamou a atenção do aluno dizendo:
_Veja minha bolsa e apontou para a intimidade do objeto de couro forrado.
_Nota o que há aí dentro?
_Sim -respondeu Alberto.
A professora respondeu calmamente: _É polém de flores. São pequenas sementes...há quase vinte anos eu passo por este caminho indo e vindo da escola. A estrada antes, era feia, árida, desagradável. Eu tive a idéia de a embelezar, semeando flores. Desse modo, de quando em quando, reúno sementes de belas e delicadas flores do campo e as atiro pela janela...sei que cairão em terra amiga e acariciadas pela primavera se transformarão em plantas e produzirão flores, dando cor e alegria à paisagem. Como você pode perceber a paisagem já não é mais árida, há flores de diversos tipos e suave perfume que a brisa se encarrega de espalhar por todos os lados. Na vida todos somos semeadores...Una semeiam flores descobrem belezas, perfume frutos, outros semeiam espinhos e se ferem nas suas pontas agudas. Ninguém vive sem semear, seja o bem, seja o mal...Felizes são aqueles que por onde passam deixam sementes de amor, de bondade e de afeto... Que possamos semear muitas flores.
Autor desconhecido
quinta-feira, 28 de março de 2013
sábado, 23 de março de 2013
EXPERIMENTE OUTRA VEZ
Quando as coisas vão erradas,
Não pense que todos os seus esforços
Foram aplicados em vão.
Tudo foi para melhorar,
Tudo foi para amadurecer as idéias...
Por isso, sorria...
E experimente outra vez!
Pode ser que seu aparente fracasso
Venha a ser a porta mágica
Que conduzirá
Para uma nova etapa
Que dantes você não conheceu
Você pode estar enfraquecido pela luta...
Entretanto, não se considere o vencido...
Isto não quer dizer derrota.
Não vale a pena gastar seu precioso tempo
Em desânimos e lamentos...
Levante-se...
E enfrente a vida outra vez...
E, se você guardar em mente
O alto objetivo de suas aspirações,
As suas metas se realizarão!!!
Tire proveito dos seus erros...
Colha experiências de seus fracassos
E então, um dia, você dirá:
Graças a Deus!!!
Eu ousei experimentar outra vez!!!
PEDIDOS DE UM FILHO
1- Pai, não me dê tudo que peço. Às vezes peço somente para obter, para compensar, para chamar atenção.
2- Não me dê ordens. Se ao invés de ordens me pedisse as coisas com firmeza e carinho eu as faria rapidamente e com muita mais alegria.
3- Não me faça promessas. Se me prometer um prêmio, dê-me, mas também dê-me o castigo, se prometido.
4- Não me corrija as faltas diante dos outros, ensina-me a ser melhor quando estivermos sozinhos e com seu exemplo.
5- Não me compare com ninguém, principalmente com meu irmão ou irmã, se me fizer sentir pior que os outros eu sofrerei muito mais.
6- Não grite comigo. Respeito-o mais quando você fala comigo e não faça gritar também.
7- Deixe-me andar com meus próprios pés, ter minhas próprias emoções, se fizer tudo por mim, eu jamais terei a alegria de poder aprender.
8- Quando estiver enganado com alguma coisa, admita-o, pois crescerá muito mais a minha estima por você e isso me ensinará a reconhecer meus próprios erros.
9- Trate-me com a mesma amabilidade e cordialidade como trata seus amigos, assim aprenderei com você o respeito e a amizade.
10- Eu aprendo muito vendo seu comportamento diário diante de tudo. Isso é a base de toda formação do meu futuro caráter. Então fique atento aos seus atos diante de mim.
11- Quando eu estiver atravessando momentos difíceis, ajude-me. tente me compreender. Demonstre seu amor por mim. Gosto de sentir que sou amado. Preciso de segurança para crescer.
Atenda meus pedidos, assim você verá como posso me tornar um adulto melhor.
2- Não me dê ordens. Se ao invés de ordens me pedisse as coisas com firmeza e carinho eu as faria rapidamente e com muita mais alegria.
3- Não me faça promessas. Se me prometer um prêmio, dê-me, mas também dê-me o castigo, se prometido.
4- Não me corrija as faltas diante dos outros, ensina-me a ser melhor quando estivermos sozinhos e com seu exemplo.
5- Não me compare com ninguém, principalmente com meu irmão ou irmã, se me fizer sentir pior que os outros eu sofrerei muito mais.
6- Não grite comigo. Respeito-o mais quando você fala comigo e não faça gritar também.
7- Deixe-me andar com meus próprios pés, ter minhas próprias emoções, se fizer tudo por mim, eu jamais terei a alegria de poder aprender.
8- Quando estiver enganado com alguma coisa, admita-o, pois crescerá muito mais a minha estima por você e isso me ensinará a reconhecer meus próprios erros.
9- Trate-me com a mesma amabilidade e cordialidade como trata seus amigos, assim aprenderei com você o respeito e a amizade.
10- Eu aprendo muito vendo seu comportamento diário diante de tudo. Isso é a base de toda formação do meu futuro caráter. Então fique atento aos seus atos diante de mim.
11- Quando eu estiver atravessando momentos difíceis, ajude-me. tente me compreender. Demonstre seu amor por mim. Gosto de sentir que sou amado. Preciso de segurança para crescer.
Atenda meus pedidos, assim você verá como posso me tornar um adulto melhor.
OS QUATRO PILARES DA EDUCAÇÃO
Jacques Delors
A educação ao longo de toda vida baseia-se em quatro pilares: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos, aprender a ser.
A educação ao longo de toda vida baseia-se em quatro pilares: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos, aprender a ser.
- Aprender a conhecer, combinando uma cultura geral, suficientemente vasta, com a possibilidade de trabalhar em profundidade um pequeno número de matérias. O que também significa: aprender a aprender, para beneficiar-se das oportunidades oferecidas pela educação ao longo de toda a vida.
- Aprender a fazer, a fim de adquirir, não somente uma qualificação profissional, mas de uma maneira mais ampla, competências que tomem a pessoa apta a enfrentar numerosas situações e a trabalhar em equipe. Mas também aprender a fazer, no âmbito das diversas experiências sociais ou de trabalho que se oferecem aos jovens e adolescentes, quer espontaneamente, fruto do contexto local ou nacional, quer formalmente, graças ao desenvolvimento do ensino alterado com o trabalho.
- Aprender a viver juntos desenvolvendo a compreensão do outro e a percepção das interdependências - realizar projetos comuns e preparar-se para gerir conflitos - no respeito pelos valores do pluralismo, da compreensão mútua e da paz.
- Aprender a ser, para melhor desenvolver a sua personalidade e estar à altura de agir com cada vez maior capacidade de autonomia, de discernimento e de responsabilidade pessoal.Para isso, não negligenciar na educação nenhuma das potencialidades de cada indivíduo: memória, raciocínio, sentido estético, capacidades físicas, aptidão para comunicar-se
Numa altura em que os sistemas educativos formais tendem a privilegiar o acesso ao conhecimento, em detrimento de outras formas de aprendizagem, importa conceber a educação como um todo. Esta perspectiva deve, no futuro, inspirar e orientar as reformas educativas, tanto em nível da elaboração de programas como da definição de novas políticas pedagógicas.
Fonte: Fragmento do relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI, coordenada por Jacques Delors. O Relatório está publicado em forma de livro no Brasil, com o título Educação: Um tesouro a Descobrir (UNESCO, MEC, Cortez Editora, São Paulo, 1999).
domingo, 10 de março de 2013
POEMAS DE CECÍLIA MEIRELES
CHOVEM DUAS CHUVAS
Cecília Meireles
Chovem duas chuvas:
de água e de jasmins
por estes jardins
de flores e de nuvens.
de água e de jasmins
por estes jardins
de flores e de nuvens.
Sobem
dois perfumes
por estes jardins:
de terra e jasmins,
de flores e chuvas.
por estes jardins:
de terra e jasmins,
de flores e chuvas.
E os jasmins são chuvas
e as chuvas, jasmins,
por estes jardins
e as chuvas, jasmins,
por estes jardins
de perfume e nuvens
MOTIVO
Cecília Meireles
Cecília Meireles
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.
Canção
do Sonho Acabado
Cecília Meireles
Cecília Meireles
Já tive a rosa do amor
- rubra rosa, sem pudor.
Cobicei, cheirei, colhi.
Mas ela despetalou
E outra igual, nunca mais vi.
Já vivi mil aventuras,
Me embriaguei de alegria!
Mas os risos da ventura,
No limiar da loucura,
Se tornaram fantasia...
Já almejei felicidade,
Mãos dadas, fraternidade,
Um ideal sem fronteiras
- utopia! Voou ligeira,
Nas asas da liberdade.
Desejei viver. Demais!
Segurar a juventude,
Prender o tempo na mão,
Plantar o lírio da paz!
Mas nem mesmo isto eu pude:
Tentei, porém nada fiz...
Muito, da vida, eu já quis.
Já quis... mas não quero mais...
Aqui Está minha Vida
Cecília Meireles
Aqui está minha vida - esta areia tão clara Cecília Meireles
com desenhos de andar dedicados ao vento.
Aqui está minha voz - esta concha vazia,
sombra de som curtindo o seu próprio lamento.
Aqui está minha dor - este coral quebrado,
sobrevivendo ao seu patético momento.
Aqui está minha herança - este mar solitário,
que de um lado era amor e, do outro, esquecimento.
Cecília Meireles
Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
- depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar
Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
colore as areias desertas.
O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio...
Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.
Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.
INSCRIÇÃO NA
AREIA
Cecília Meireles
Cecília Meireles
O meu amor não tem
importância nenhuma.
Não tem o peso nem
de uma rosa de espuma!
Desfolha-se por quem?
Para quem se perfuma?
O meu amor não tem
importância nenhuma.
DESPEDIDA
Cecília Meireles
Cecília Meireles
Por
mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranqüilo:
quero solidão.
Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? - me perguntarão.
- Por não ter palavras, por não ter imagens.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.
Que procuras? Tudo. Que desejas? - Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.
A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?
Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha guerra...)
que está onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranqüilo:
quero solidão.
Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? - me perguntarão.
- Por não ter palavras, por não ter imagens.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.
Que procuras? Tudo. Que desejas? - Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.
A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?
Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha guerra...)
Quero solidão.
NEM TUDO É
FÁCIL
Cecília Meireles
Cecília Meireles
É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
Se você errou, peça desculpas...
É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o...
É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga...
É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar
alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida...Mas, com certeza, nada é impossível
Precisamos acreditar, ter fé e lutar
para que não apenas sonhemos, Mas também tornemos todos esses desejos,
realidade!!!
EPIGRAMA N. 2
Cecília Meireles
És precária e veloz, Felicidade.
Custas a vir e, quando vens, não te demoras.
Foste tu que ensinaste aos homens que havia tempo,
e, para te medir, se inventaram as horas.
Felicidade, és coisa estranha e dolorosa:
Fizeste para sempre a vida ficar triste:
Porque um dia se vê que as horas todas passam,
e um tempo despovoado e profundo, persiste.
Cecília Meireles
És precária e veloz, Felicidade.
Custas a vir e, quando vens, não te demoras.
Foste tu que ensinaste aos homens que havia tempo,
e, para te medir, se inventaram as horas.
Felicidade, és coisa estranha e dolorosa:
Fizeste para sempre a vida ficar triste:
Porque um dia se vê que as horas todas passam,
e um tempo despovoado e profundo, persiste.
Não digas onde acaba o dia.
Onde começa a noite.
Não fales palavras vãs.
As palavras do mundo.
Não digas onde começa a Terra,
Onde termina o céu
Não digas até onde és tu.
Não digas desde onde és Deus.
Não fales palavras vãs.
Desfaze-te da vaidade triste de falar.
Pensa,completamente silencioso,
Até a glória de ficar silencioso,
Onde começa a noite.
Não fales palavras vãs.
As palavras do mundo.
Não digas onde começa a Terra,
Onde termina o céu
Não digas até onde és tu.
Não digas desde onde és Deus.
Não fales palavras vãs.
Desfaze-te da vaidade triste de falar.
Pensa,completamente silencioso,
Até a glória de ficar silencioso,
Sem pensar.
TUMULTO
Cecília Meireles
Tempestade... O desgrenhamento
das ramagens... O choro vão
da água triste, do longo vento,
vem morrer-me no coração.
A água triste cai como um sonho,
sonho velho que se esqueceu...
( Quando virás, ó meu tristonho
Poeta, ó doce troveiro meu!...)
E minha alma, sem luz nem tenda,
passa errante, na noite má,`
à procura de quem me entenda
Cecília Meireles
Tempestade... O desgrenhamento
das ramagens... O choro vão
da água triste, do longo vento,
vem morrer-me no coração.
A água triste cai como um sonho,
sonho velho que se esqueceu...
( Quando virás, ó meu tristonho
Poeta, ó doce troveiro meu!...)
E minha alma, sem luz nem tenda,
passa errante, na noite má,`
à procura de quem me entenda
e de quem me consolará...
PANORAMA ALÉM
Cecília Meireles
Cecília Meireles
Não sei que tempo faz, nem se é noite ou se é dia.
Não sinto onde é que estou, nem se estou. Não sei de nada.
Nem de ódio, nem amor. Tédio? Melancolia.
-Existência parada. Existência acabada.
Nem se pode saber do que outrora existia.
A cegueira no olhar. Toda a noite calada
no ouvido. Presa a voz. Gesto vão. Boca fria.
A alma, um deserto branco: -o luar triste na geada...
Silêncio. Eternidade. Infinito. Segredo.
Onde, as almas irmãs? Onde, Deus? Que degredo!
Ninguém.... O ermo atrás do ermo: - é a paisagem daqui.
Tudo opaco... E sem luz... E sem treva... O ar absorto...
Tudo
Por que foi que eu morri? Quando foi que eu morri?
NÃO: JÁ NÃO FALO DE TI
Cecília Meireles
Cecília Meireles
Não: já não falo de ti, já não sei de saudades.
Feche-se o coração como um livro, cheio de imagens,
de palavras adormecidas, em altas prateleiras,
até que o pó desfaça o pobre desespero sem força,
que um dia, pode ser, parece tão terrível.
A aranha dorme em sua teia, lá fora, entre a roseira e o muro.
Resplandecem os azulejos- e tudo quanto posso ver.
O resto é imaginado, e não coincide, e é temerário
cismar. Talvez se as pálpebras pudessem
inventar outros sonhos, não de vida...
Ah! rompem-se na noite ardentes violas,
pelo ar e pelo frio subitamente roçadas.
Por onde pascerão, nestes céus invioláveis,
nossas perguntas com suas crinas de séculos arrastando-se...
Não só de amor a noite transborda mas de terríveis
crueldades, loucuras, de homicídios mais verdadeiros.
Os homens de sangue estão nas esquinas resfolegando,
e os homens da lei sonolentos movem letras
sobre imensos papéis que eles mesmos não entendem...
Ah! que rosto amaríamos ver inclinar-se na aérea varanda?
Nem os santos podem mais nada. Talvez os anjos abstratos
da álgebra e da geometria.
CANÇÃO DE OUTONO
Cecília Meireles
Cecília Meireles
Perdoa-me, folha seca,
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.
De que serviu tecer flores
pelas areias do chão,
se havia gente dormindo
sobre o própro coração?
E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando áqueles
que não se levantarão...
Tu és a folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
Certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.
De que serviu tecer flores
pelas areias do chão,
se havia gente dormindo
sobre o própro coração?
E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando áqueles
que não se levantarão...
Tu és a folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
Certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...
SONETO ANTIGO
Cecília Meireles
Cecília Meireles
Responder a perguntas não respondo.
Perguntas impossíveis não pergunto.
Só do que sei de mim aos outros conto:
de mim, atravessada pelo mundo.
Toda a minha experiência, o meu estudo,
sou eu mesma que, em solidão paciente,
recolho do que em mim observo e escuto
muda lição, que ninguém mais entende.
O que sou vale mais do que o meu canto.
Apenas em linguagem vou dizendo
caminhos invisíveis por onde ando.
Tudo é secreto e de remoto exemplo.
Todos ouvimos, longe, o apelo do Anjo.
Perguntas impossíveis não pergunto.
Só do que sei de mim aos outros conto:
de mim, atravessada pelo mundo.
Toda a minha experiência, o meu estudo,
sou eu mesma que, em solidão paciente,
recolho do que em mim observo e escuto
muda lição, que ninguém mais entende.
O que sou vale mais do que o meu canto.
Apenas em linguagem vou dizendo
caminhos invisíveis por onde ando.
Tudo é secreto e de remoto exemplo.
Todos ouvimos, longe, o apelo do Anjo.
E todos somos pura flor de vento.
sábado, 2 de março de 2013
ILHÉUS - POÇÕES DE ENCANTOS
Quem gosta de viajar pelo Brasil e ver lugares diferentes não pode perder a oportunidade de ir a Bahia, conhecer a cidade de Ilhéus e desfrutar de muitas opções de lazer, experimentar sua deliciosa e rica culinária baiana: O Arabá, a tapioca e suas diversas versões e o delicioso suco de cacau e etc...Fundada em 1534 e elevado a cidade em 1881, situa-se ao sul da Bahia, sendo a maior cidade baiana em extensão litorânea. Ilhéus é conhecida por diversos nomes: A princesinha do sul, Terra do cacau, Poções de encantos e Terra de Jorge Amado.Ilhéus já viveu grandes tempos de economia cujo produto era o cacau fato este retratado por Jorge Amado em seus diversos romances: Terras do sem fim, retrata O auge e a decadência do produto mais cobiçado pelos coronéis da época: O cacau, nesta obra, podemos encontrar com várias histórias engraçadas descrita por ele. Esta belíssima cidade é conhecida mundialmente e famosa por ambientar os romances de Jorge Amado, famoso escritor baiano que publicou diversos livros tais como: Gabriela, Cravo e Canela esta foi sua primeira obra e publicada em vários idiomas, Jorge Amado certa vez deu uma entrevista à um canal de TV e disse que Gabriela, cravo e canela era mais conhecida mundialmente do que ele próprio. São suas obras também: Terras do Sem Fim, Capitães da Areia, Tieta do Agreste e muitas outras...Passear no centro histórico e ver de perto A casa onde morou Jorge Amado e Zélia Gattai é simplesmente uma lembrança indescritível para se levar e contar aos alunos nas aulas de literatura brasileira. Sobre a casa onde passou sua infância, quem a vê julga que ele nasceu em berço de ouro mas não é bem assim:conta-se que Jorge Amado nasceu em Itabuna e sua família perdeu sua casa em uma grande enchente e sua família foi morar em Ilhéus. A casa abaixo fotografada pertenceu a sua família e um fato curioso descreve como o pai de Jorge Amado a adquiriu. Ele ganhou uma grana muito alta em um jogo e comprou o seu título de coronel, sim, naquela época se comprava o título e custava muito dinheiro. Então comprou também esta casa muito bonita e interessante, pelo valor histórico.Ela passou por diversos donos até que Jorge Amado a comprou novamente doando ao município e se tornou uma casa de cultura. A casa possui três andares com cômodos muito espaçosos, o terceiro andar vai dar de encontro a um mirante, de lá Jorge Amado tinha uma vista panorâmica da cidade,sua movimentação e como bom fofoqueiro ficava sabendo de tudo que se passava na cidade, também de lá tirava toda a sua inspiração para criação de seus grandes romances.







Dentre as curiosidades que mais me fascinaram foram as construções da cidade: A igreja de São Sebastião, A igrejinha de Nossa Senhora de Lourdes,O Palácio Paranaguá onde funciona a prefeitura, A casa de Tonico Bastos, o Bar Vesúvio e muitas outras.






Suas Praias são belíssimas destacamos A praia da Avenida e A praia do Cristo.




Para quem quer conhecer uma parte da história do Brasil vale a pena ir até Ilhéus e descansar em grandes hotéis e pousadas que lá se encontram.
Dentre as curiosidades que mais me fascinaram foram as construções da cidade: A igreja de São Sebastião, A igrejinha de Nossa Senhora de Lourdes,O Palácio Paranaguá onde funciona a prefeitura, A casa de Tonico Bastos, o Bar Vesúvio e muitas outras.
Suas Praias são belíssimas destacamos A praia da Avenida e A praia do Cristo.
Para quem quer conhecer uma parte da história do Brasil vale a pena ir até Ilhéus e descansar em grandes hotéis e pousadas que lá se encontram.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Planejamento Estratégico
Planejamento Estratégico.
"Um velho vivia sozinho em Minnesota. Ele queria cavar seu
jardim, mas era um trabalho muito pesado. Seu único filho, que normalmente o
ajudava, estava na prisão. O velho então escreveu a seguinte carta ao filho,
reclamando de seu problema: "Querido Filho, estou triste porque, ao que parece, não vou
poder plantar meu jardim este ano. Detesto não poder fazê-lo porque sua mãe
sempre adorava a época do plantio depois do inverno. Mas eu estou velho
demais para cavar a terra. Se você estivesse aqui, eu não teria esse problema,
mas sei que você não pode me ajudar com o jardim, pois está na prisão. Com
amor, Papai". Pouco depois o pai recebeu o seguinte telegrama: "PELO AMOR DE
DEUS, Papai, não escave o jardim! Foi lá que eu escondi os corpos". As
quatro da manhã do dia seguinte, uma dúzia de agentes do FBI e policiais
apareceram e cavaram o jardim inteiro, sem encontrar nenhum corpo. Confuso, o velho
escreveu uma carta para o filho contando o que acontecera. Esta foi a resposta: "Pode plantar seu jardim agora, Papai. Isso foi o máximo que eu pude fazer no momento."
ESTRATÉGIA É TUDO PARA UM GESTOR... E PARA PROFISSIONAIS
COMPETENTES!
Nada como uma boa estratégia, para conseguir coisas que
parecem impossíveis. Assim, é importante repensar nas pequenas coisas que muitas
vezes, nós mesmos colocamos como obstáculos em nossas carreiras, em
nossas vidas, em nossos corações... "Ter problemas na vida é inevitável, ser
derrotado por eles é opcional"
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