PEDI FORÇAS E VIGOR
Deus me mandou dificuldades para me fazer forte.
PEDI SABEDORIA
Deus me deu problemas para resolver.
PEDI PROSPERIDADE
Deus me deu energia e cérebro para trabalhar
PEDI CORAGEM
Deus me mandou situações perigosas para superar.
PEDI AMOR
Deus me deu oportunidades.
PEDI FAVORES
Não recebi nada do que queria.
Recebi tudo o que precisava.
Minhas preces foram atendidas!
domingo, 22 de julho de 2012
sábado, 21 de julho de 2012
A FORMAÇÂO DO LEITOR Por CELSO ANTUNES
CELSO ANTUNES
20
IDEIAS PARA DESPERTAR O GOSTO PELA LEITURA EM CRIANÇAS
EDITORA VOZES
Ler um livro é uma experiência
sensorial inefável. Abrir um novo livro, sentir a textura do papel, virar as
páginas e com as mesmas sonhar, representa momento inesquecível na vida de um
leitor.
Muito além de instrumento de
cultura, os livros desenvolvem a capacidade de concentração, estimulam conexões
neuronais, criando múltiplas associações que a memórias acolhem e retém.
Mas, gostar de ler não é condição
genética, não representa destino escrito no genoma. É hábito que se desenvolve,
experiência a conquistar, admiração que se aprende e não esquece.
Este
breve ensaio se propõem apresentar ideias para melhor formatar esse hábito
admirável.
20
IDEIAS PARA DESPERTAR O GOSTO PELA LEITURA EM CRIANÇAS
EDITORA VOZES
Ler um livro é uma experiência
sensorial inefável. Abrir um novo livro, sentir a textura do papel, virar as
páginas e com as mesmas sonhar, representa momento inesquecível na vida de um
leitor.
Muito além de instrumento de
cultura, os livros desenvolvem a capacidade de concentração, estimulam conexões
neuronais, criando múltiplas associações que a memórias acolhem e retém.
Mas, gostar de ler não é condição
genética, não representa destino escrito no genoma. É hábito que se desenvolve,
experiência a conquistar, admiração que se aprende e não esquece.
Este
breve ensaio se propõem apresentar ideias para melhor formatar esse hábito
admirável.
Nada complicado, sugere algumas iniciativas para fazer nascer
leitores, mesmo para pais e
educadores que ainda não são apaixonados pelos
livros.
terça-feira, 10 de julho de 2012
A águia que queria virar galinha
Era uma vez uma águia que foi criada num galinheiro. Cresceu pensando que era galinha...Que tristeza quando se via, nos espelhos das poças d´água, tão diferente! O bico era grande demais, impróprio para catar milho, como todas as outras faziam. Era muito grande, atlética. com certeza sofria de alguma doença...E ela queria uma coisa só: ser uma galinha comum, como todas as outras. Fazia um esforço enorme para isso. treinava ciscar com o bamboleio próprio. andava meio agachada, para não se destacar pela altura. Tomava lições de cacarejo. E o que mais queria: que seu cocô tivesse o mesmo cheiro familiar e acolhedor do cocõ das outras galinhas. O seu era diferente, inconfundível. Todos sabiam onde ela tinha estado e riam...
Sua luta para ser igual a levava a extremos de dedicação política. Pregava uma necessidade de uma revolução no galinheiro. Acabar com o dono que se apossava do trabalho das galinhas.
Aconteceu que um dia, um alpinista que se dirigia para um cume das montanhas passou por ali. Alpinistas são pessoas que gostariam de ser águias. Não podendo, fazem aquilo que chega mais perto: sobem a pés e mãos até as alturas onde elas vivem e voam. E ficam lá, olhando prá baixo, imaginando que seria bom se fossem águias e pudessem voar. O alpinista viu a águia no galinheiro. E se assustou:
_ Que é que você águia está fazendo no meio das galinhas? Ele perguntou.
Ela pensou que fosse caçoada e ficou brava. não me goza.
Águia é a vovozinha. Sou galinha de corpo e alma, embora não pareça.
_ Galinha coisa nenhuma, replicou o alpinista. Você tem bico de águia, olhar de águia, rabo de águia, cocõ de águia... É águia. deveria estar voando... E apontou para os minúsculos pontos do céu, muito longe, águias que voavam perto dos picos das montanhas.
_ Deus me livre! Tenho vertigem das alturas. Dá-me tonteira. O máximo para mim é o segundo degrau do poleiro, ela respondeu.
o alpinista percebeu. Suspeitou que a águia atá gostava de ser galinha. Agarrou a águia e enfiou dentro de um saco. e continuou sua marcha para o alto das montanhas. chegando lá, escolheu o abismo mais fundo, abriu o saco e sacudiu a águia no vazio. Ela caiu. Aterrorizada, debateu-se furiosamente, procurando algo a que se agarrar. Mas não havia nada. Só lhe sobravam as asas...
E foi então que algo novo aconteceu. do fundo do eu corpo galináceo, uma águia há muito tempo adormecida e esquecida, acordou, se possou das asas e, de repente, ela voou... Lá de cima, olhou o vale onde vivera. Visto das alturas, ele era mais bonito.
O alpinista, assentado, sorria, imaginando-se a voar no corpo da águia.
Rubem Alves. estórias de bichos. São Paulo, Loyola, 1990, págs 6 à 13.
Sua luta para ser igual a levava a extremos de dedicação política. Pregava uma necessidade de uma revolução no galinheiro. Acabar com o dono que se apossava do trabalho das galinhas.
Aconteceu que um dia, um alpinista que se dirigia para um cume das montanhas passou por ali. Alpinistas são pessoas que gostariam de ser águias. Não podendo, fazem aquilo que chega mais perto: sobem a pés e mãos até as alturas onde elas vivem e voam. E ficam lá, olhando prá baixo, imaginando que seria bom se fossem águias e pudessem voar. O alpinista viu a águia no galinheiro. E se assustou:
_ Que é que você águia está fazendo no meio das galinhas? Ele perguntou.
Ela pensou que fosse caçoada e ficou brava. não me goza.
Águia é a vovozinha. Sou galinha de corpo e alma, embora não pareça.
_ Galinha coisa nenhuma, replicou o alpinista. Você tem bico de águia, olhar de águia, rabo de águia, cocõ de águia... É águia. deveria estar voando... E apontou para os minúsculos pontos do céu, muito longe, águias que voavam perto dos picos das montanhas.
_ Deus me livre! Tenho vertigem das alturas. Dá-me tonteira. O máximo para mim é o segundo degrau do poleiro, ela respondeu.
o alpinista percebeu. Suspeitou que a águia atá gostava de ser galinha. Agarrou a águia e enfiou dentro de um saco. e continuou sua marcha para o alto das montanhas. chegando lá, escolheu o abismo mais fundo, abriu o saco e sacudiu a águia no vazio. Ela caiu. Aterrorizada, debateu-se furiosamente, procurando algo a que se agarrar. Mas não havia nada. Só lhe sobravam as asas...
E foi então que algo novo aconteceu. do fundo do eu corpo galináceo, uma águia há muito tempo adormecida e esquecida, acordou, se possou das asas e, de repente, ela voou... Lá de cima, olhou o vale onde vivera. Visto das alturas, ele era mais bonito.
O alpinista, assentado, sorria, imaginando-se a voar no corpo da águia.
Rubem Alves. estórias de bichos. São Paulo, Loyola, 1990, págs 6 à 13.
domingo, 17 de junho de 2012
SEU FILHO É EDUCADO?
Não existe mágica. A educação dos filhos é resultado da dedicação dos pais, do investimento de tempo e muita, mas muita paciência. No entanto, essa missão não é papel da escola. cabe aos pais essa tarefa e não é possível delegá-la. todos os pais querem que seus filhos sejam educados, gentis, inteligentes e, principalmente, gozem de prestígio, consideração dos colegas, professores e orientadores. Esse sonho partilhado por todos reserva uma parte como possível e o restante sempre será apenas um desejo distante do ideal. Não podemos nos esquecer de que somos humanos e muito mais limitados do que gostaríamos e, com certeza nossos "filhos" também o são. Estar atentos às nossas expectativas é adequar o sonho a uma realidade viável entendendo que a cada dia podemos melhorar. Os pais sempre dividiram com a escola muitas dessas responsabilidades em uma parceria que cresceu e se aprimorou, mas a educação e seus desdobramentos são funções preponderantes dos pais. A eles cabem os padrões, os limites e os costumes que norteiam a família e sua história. a forma como uma criança se comporta na escola, como se dirige aos colegas e professores e até como faz suas lições e arruma seu material reflete muito sua personalidade, os hábitos de sua casa e o seu cotidiano familiar.
Os pais são um exemplo do comportamento de seus filhos, e o panorama que se apresenta não é nada bom. as crianças e adolescentes cada vez menos educadas e com valores distorcidos. as razões para essa falta de educação, que envolve postura, costumes e respeito por tudo e por todos (crianças e adolescentes) são várias: seus pais estão cada vez mais ocupados, ausentes, cansados, irritados, desatentos e estressados com a luta pela sobrevivência e pelo sucesso de suas carreiras. com essa vida atribulada, a TV e a internet assumem, na ausência dos responsáveis, os papéis de educadores e orientadores. não sou contra os meios de comunicação nem contra a evolução tecnológica e o mundo da web. A questão é que eles têm um limite muito curto e a educação, amparada dessa forma, fica do mesmo tamanho.
E como fica a escola nessa escala? a escola é um parceiro poderoso, mas como tal, tem limites. Sem os pais por perto, os filhos passam a receber educação com o que observam, com o pouco que ouvem e muito copiando aqueles que os cercam. o ambiente externo que compreende locais de convívio social, como clubes, casa de amigos, viagens com a turma e são mais parâmetros de comportamento adequado. como temos pouco acesso a esses locais e aos amigos, usamos nosso "achômetro" para nos certificar de que está tudo bem, mas isso não é uma garantia. Todos os profissionais que lidam com crianças e adolescentes concordam que existe uma diferença muito visível entre crianças cujos pais estão atentos à sua educação e aqueles que não podem se dedicar ou não priorizam a formação educacional dos seus filhos.
Preparar o jovem para enfrentar os desafios da vida envolve "aculturá-lo" e é preciso criar condições para o desenvolvimento das competências intelectuais, daí a necessidade de buscar instituições de ensino que possam contribuir para essa evolução.É fundamental constituir uma base sólida que fortaleça a saúde física e emocional da criança ou do jovem. neste caso, estão englobadas a transmissão de valores, os cuidados pessoais, os hábitos de higiene, a alimentação equilibrada, o respeito próprio e ao outro. Não podemos nos esquecer das regras básicas de bom convívio social (por favor, muito obrigado, com licença), noções de limite (o NÃO aplicado corretamente pode ser um grande aliado nesse processo) e um lazer que amplie os horizontes culturais (cinema, teatro, exposições), além de uma boa dose de bom humor, carinho e atenção.
Silvana Martani
Psicóloga da Clínica de Endocrinologia da Beneficência
Portuguesa de São Paulo
Diário da Tarde
Sábado, 24 de março de 2007
Os pais são um exemplo do comportamento de seus filhos, e o panorama que se apresenta não é nada bom. as crianças e adolescentes cada vez menos educadas e com valores distorcidos. as razões para essa falta de educação, que envolve postura, costumes e respeito por tudo e por todos (crianças e adolescentes) são várias: seus pais estão cada vez mais ocupados, ausentes, cansados, irritados, desatentos e estressados com a luta pela sobrevivência e pelo sucesso de suas carreiras. com essa vida atribulada, a TV e a internet assumem, na ausência dos responsáveis, os papéis de educadores e orientadores. não sou contra os meios de comunicação nem contra a evolução tecnológica e o mundo da web. A questão é que eles têm um limite muito curto e a educação, amparada dessa forma, fica do mesmo tamanho.
E como fica a escola nessa escala? a escola é um parceiro poderoso, mas como tal, tem limites. Sem os pais por perto, os filhos passam a receber educação com o que observam, com o pouco que ouvem e muito copiando aqueles que os cercam. o ambiente externo que compreende locais de convívio social, como clubes, casa de amigos, viagens com a turma e são mais parâmetros de comportamento adequado. como temos pouco acesso a esses locais e aos amigos, usamos nosso "achômetro" para nos certificar de que está tudo bem, mas isso não é uma garantia. Todos os profissionais que lidam com crianças e adolescentes concordam que existe uma diferença muito visível entre crianças cujos pais estão atentos à sua educação e aqueles que não podem se dedicar ou não priorizam a formação educacional dos seus filhos.
Preparar o jovem para enfrentar os desafios da vida envolve "aculturá-lo" e é preciso criar condições para o desenvolvimento das competências intelectuais, daí a necessidade de buscar instituições de ensino que possam contribuir para essa evolução.É fundamental constituir uma base sólida que fortaleça a saúde física e emocional da criança ou do jovem. neste caso, estão englobadas a transmissão de valores, os cuidados pessoais, os hábitos de higiene, a alimentação equilibrada, o respeito próprio e ao outro. Não podemos nos esquecer das regras básicas de bom convívio social (por favor, muito obrigado, com licença), noções de limite (o NÃO aplicado corretamente pode ser um grande aliado nesse processo) e um lazer que amplie os horizontes culturais (cinema, teatro, exposições), além de uma boa dose de bom humor, carinho e atenção.
Silvana Martani
Psicóloga da Clínica de Endocrinologia da Beneficência
Portuguesa de São Paulo
Diário da Tarde
Sábado, 24 de março de 2007
quarta-feira, 23 de maio de 2012
A importância do laço
Meu Deus! Como é engraçado! Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço...
uma fita dando voltas!...
Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.
É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece?
Vai escorregando...devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.
solta o presente, o cabelo fica solto no vestido.
E na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então, é assim o amor, a amizade. Tudo que é sentimento!
Como um pedaço de fita! Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual aos pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
Então o amor é isso...
Não se prende, não escraviza, não aperta, não sufoca. porque quando vira nó, já deixou de ser um laço.
Autor desconhecido
uma fita dando voltas!...
Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.
É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece?
Vai escorregando...devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.
solta o presente, o cabelo fica solto no vestido.
E na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então, é assim o amor, a amizade. Tudo que é sentimento!
Como um pedaço de fita! Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual aos pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
Então o amor é isso...
Não se prende, não escraviza, não aperta, não sufoca. porque quando vira nó, já deixou de ser um laço.
Autor desconhecido
EU APRENDI
William Shakespeare
EU APRENDI que a melhor sala de aula do mundo está aos pés de uma pessoa mais velha.
EU APRENDI que basta uma pessoa me dizer: "Você fez o meu dia" para ele se iluminar.
EU APRENDI que ter uma criança adormecida nos braços é um dos momentos mais pacíficos do mundo.
EU APRENDI que ser gentil é mais importante do que estar certo.
EU APRENDI que sempre posso orar por alguém quando não tenho força para ajudá-lo de alguma forma.
EU APRENDI que não importa quanta seriedade a vida exija de você, cada um de nós precisa de um amigo brincalhão para se divertir juntos.
EU APRENDI que algumas vezes tudo que precisamos é de uma mão para segurar e um coração para nos entender.
EU APRENDI que os passeios simples com meu pai era em volta do quarteirão.nas noites de verão quando eu era criança, fizeram maravilhas para mim quando me tornei adulto.
EU APRENDI que deveríamos ser gratos a Deus por não nos dar tudo o que lhe pedimos.
EU APRENDI que são os pequenos acontecimentos que tornam a vida espetacular.
EU APRENDI que debaixo da "casca grossa" existe uma pessoa que deseja ser apreciada e animada.
EU APRENDI que Deus não fez tudo num só dia. O que me faz pensar que eu possa?
EU APRENDI que ignorar os fatos não os altera.
EU APRENDI que o amor e não o tempo é que cura todas as feridas.
EU APRENDI que cada pessoa que gente conhece deve ser saudada com um sorriso.
EU APRENDI que a vida é dura, mas eu sou mais ainda.
EU APRENDI que as oportunidades nunca são perdidas. Alguém vai aproveitar as que você perdeu.
EU APRENDI que quando o ancoradouro se torna amargo, a felicidade vai aportar em outro lugar.
EU APRENDI que eu gostaria de ter dito a minha mãe que a amava , uma vez mais, antes dela morrer.
EU APRENDI que devemos ter sempre palavras doces e gentis, pois amanhã talvez tenhamos que engoli-las..
EU APRENDI que um sorriso é a maneira mais barata de melhorar a sua aparência.
EU APRENDI que todos querem viver no topo da montanha, mas toda a felicidade e crescimento ocorrem quando a estamos escalando.
EU APRENDI que só se deve dar conselho em duas situações: quando nos é solicitado ou quando é caso de vida ou morte.
EU APRENDI que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.
EU APRENDI que a melhor sala de aula do mundo está aos pés de uma pessoa mais velha.
EU APRENDI que basta uma pessoa me dizer: "Você fez o meu dia" para ele se iluminar.
EU APRENDI que ter uma criança adormecida nos braços é um dos momentos mais pacíficos do mundo.
EU APRENDI que ser gentil é mais importante do que estar certo.
EU APRENDI que sempre posso orar por alguém quando não tenho força para ajudá-lo de alguma forma.
EU APRENDI que não importa quanta seriedade a vida exija de você, cada um de nós precisa de um amigo brincalhão para se divertir juntos.
EU APRENDI que algumas vezes tudo que precisamos é de uma mão para segurar e um coração para nos entender.
EU APRENDI que os passeios simples com meu pai era em volta do quarteirão.nas noites de verão quando eu era criança, fizeram maravilhas para mim quando me tornei adulto.
EU APRENDI que deveríamos ser gratos a Deus por não nos dar tudo o que lhe pedimos.
EU APRENDI que são os pequenos acontecimentos que tornam a vida espetacular.
EU APRENDI que debaixo da "casca grossa" existe uma pessoa que deseja ser apreciada e animada.
EU APRENDI que Deus não fez tudo num só dia. O que me faz pensar que eu possa?
EU APRENDI que ignorar os fatos não os altera.
EU APRENDI que o amor e não o tempo é que cura todas as feridas.
EU APRENDI que cada pessoa que gente conhece deve ser saudada com um sorriso.
EU APRENDI que a vida é dura, mas eu sou mais ainda.
EU APRENDI que as oportunidades nunca são perdidas. Alguém vai aproveitar as que você perdeu.
EU APRENDI que quando o ancoradouro se torna amargo, a felicidade vai aportar em outro lugar.
EU APRENDI que eu gostaria de ter dito a minha mãe que a amava , uma vez mais, antes dela morrer.
EU APRENDI que devemos ter sempre palavras doces e gentis, pois amanhã talvez tenhamos que engoli-las..
EU APRENDI que um sorriso é a maneira mais barata de melhorar a sua aparência.
EU APRENDI que todos querem viver no topo da montanha, mas toda a felicidade e crescimento ocorrem quando a estamos escalando.
EU APRENDI que só se deve dar conselho em duas situações: quando nos é solicitado ou quando é caso de vida ou morte.
EU APRENDI que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.
sábado, 5 de maio de 2012
AS RECEITAS
As receitas
Quando eu
era menino, na escola, as professoras nos ensinaram que o Brasil estava
destinado a um futuro grandioso porque as suas terras estavam cheias de
riquezas: ferro, ouro, diamantes, florestas. Equivale a predizer que um homem
será um grande pintor, por ser dono de uma loja de tintas. Mas o que faz um
quadro não é a tinta, e sim as idéias que moram na cabeça do pintor. São as
idéias dançantes na cabeça que fazem as tintas dançarem sobre a tela...
Minha
filha me fez uma pergunta: “O que é pensar?”. Disse-me que esta era a pergunta
que o professor de Filosofia havia proposto à classe. Pelo que lhe dou os
parabéns. Primeiro, por ter ido diretamente à questão essencial, segundo, por
ter tido sabedoria de fazer a pergunta, sem dar a resposta, pois se tivesse
dado a resposta, teria com ela cortado as asas do pensamento. O pensamento é
como a águia que só pode alçar vôo nos espaços vazios do desconhecido. Pensar é
voar sobre o que não se sabe, não existe nada mais fatal para o pensamento do
que o ensino das respostas certas, para isso existem as escolas, não para
ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas.
As
respostas nos permitem andar sobre a terra firme. Mas somente as perguntas,
permitem viver sem respostas. As asas, para o impulso inicial do vôo, dependem
de pés apoiados na terra firme. Os pássaros, antes de saberem voar, têm que
aprender a caminhar sobre a terra firme. Terá firma: as milhares de perguntas,
para as quais, as gerações passadas já descobriram as respostas.
O primeiro momento da educação
é a transição deste saber, nas palavras de Roland Barthes: “Há um momento em
que se ensina o que se sabe...” E o mais curioso, é que este aprendizado, é
justamente para nos poupar da necessidade de pensar. Aperto a tecla moqueca, a
receita aparecerá no meu vídeo cerebral: panela de barro, azeite, peixe,
tomate, cebola, coentro, cheiro verde, urucum, sal, pimenta, seguidos de uma
série de instruções sobre o que fazer; não é coisa que eu tenha inventado;
foi-me ensinado. Não precisei pensar; gostei; foi para a memória.
Esta é a regra fundamental
desse computador que vive no corpo humano: só vai para a memória aquilo que é
objeto do desejo. A tarefa primordial do professor: seduzir o aluno para que
ele deseje e, desejando, aprenda. E o saber fica memorizado de cor –
etimologicamente, no coração – à espera de que o teclado desejo de novo, o
charme do seu lugar de esquecimento.
Memória: um saber que o passado
sedimentou, indispensável para se repetir às receitas que os mortos nos
legaram. E elas são boas; tão boas que nos fazem esquecer que é preciso voar,
permitem que andemos pelas trilhas batidas. Mas nada têm a dizer sobre mares
desconhecidos. Muitas pessoas, de tanto repetir as receitas, metamorfose
eram-se de águias em
tartarugas. E não são poucas as tartarugas que possuem diplomas
universitários. Aqui, se encontra o perigo das escolas, de tanto ensinar o que
o passado legou – e ensinar bem – fazem os alunos se esquecer de que o seu
destino, não é o passado cristalizado em saber, mas um futuro que se abre como
vazio, um não saber, que somente pode ser explorado com as asas do pensamento.
Compreende-se, então, que Barthes tenha dito que, tempo quando se ensinar o que
não se sabe.
(ALVES,
Rubem. A Alegria de Ensinar)
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